As Técnicas de Contação de Histórias

contador de história

Olha só, que bacana, se você chegou até aqui é porque você deseja saber como contar histórias. Pode ser que queira saber como contar história para educação infantil, se trabalha com ensino, ou mesmo para outras faixas etárias, em eventos, atividades sociais e culturais. Preparei um material diversificado com as principais técnicas de contação de histórias para ajudar você a realizar seus objetivos.

Da espontaneidade à técnica na contação de histórias

O ato de se contar histórias é, em princípio, oral. As diversas técnicas de contação de histórias, na sua essência, não são usadas pelo narrador clássico. A narração é purista, sem qualquer recurso material, ou técnico, quando muito um instrumento de corda, como o violão.  É baseado na figura do contador de histórias, suas experiências, repertórios e “desempenho” pessoal. Assim, as técnicas para contar histórias são tão particulares e pessoais quanto a formação, vivência e experimentação do narrador.

Na contemporaneidade, ainda existem o ator e o educador contador de histórias, que lança mão de diversas ferramentas para apresentações cênicas, com objetivos de entreter e ensinar através das histórias.

Quando é o “ator” o agente que conta histórias, utilizando, como é do seu ofício, de diversas artimanhas e ferramentas dramáticas e cênicas, aí temos a “contação de histórias”: contar uma história através de ações. Mesmo assim, o ator (narrador dramático) é o centro que conduz a história.

Técnicas de contação de histórias usadas por outros agentes

Há também o educador que cria suas próprias técnicas e maneiras de contar histórias e constrói seu plano de aula estruturado na transversalidade, assim cria atividades para apresentar o conteúdo programático escolar com narração de história.

Há ainda a narração como forma de tratamento psicológico, utilizada, por exemplo, em psicodrama, mais também em diversas situações, tanto para crianças quanto para adultos e adolescentes.

As quatro categorias para se aprender como contar histórias

Então, podemos dividir as “técnicas de contação de histórias”, de forma geral, em 04 (quatro)  categorias:

Cada uma delas tem suas próprias características e se destina a objetivos específicos. Como sou ator contador de histórias, eu uso as três primeiras, ou seja, as técnicas popular, artística e educacional. Apesar de serem distintas, compartilham recursos que, se bem usadas e compreendidas pelo agende que conta a história, podem ser valiosos e facilitar o desenvolvimento da narrativa, algumas delas são:

Assim, entendendo o objetivo, as etapas e o formato escolhido, o agente terá uma boa ideia de como contar história escolhendo a técnica e ferramentas mais adequadas para cada situação.

As técnicas que desenvolvi para shows, eventos e educação

Em alguns eventos, participei como contador de histórias usando a narrativa tradicional. Ainda no magistério, construí alguns projetos pedagógicos para a apresentação de propostas educacionais, através de histórias narradas.

Mas foi durante a minha trajetória no teatro, que iniciei em 1985, e principalmente a partir da fundação da Cia ArtePalco (1998), foi que mergulhei na “Contação de Histórias” em forma de espetáculos e shows infantis.

Assim, deter-me-ei nas experiências e trajetória que obtive com a em minha Cia. Usarei alguns dos espetáculos para apontar os diversos recursos técnicos que utilizei e com que objetivos foram usados.

Técnicas de Contação de Histórias
José Robson, contando história. Técnicas: livro e bonecos.

As Primeiras Técnicas de Contação de Histórias

O meu primeiro espetáculo de contação de histórias com a Cia ArtePalco foi “O Vendedor de Sonhos” (1998), que mais tarde passou a se chamar “O Vendedor de Histórias”. Nesse espetáculo, o recurso principal foi um tipo de fantoche articulado e com livre circulação. Diferentemente do fantoche tradicional, que em princípio necessita de um “Palco de Fantoches” para apresentação.

Também o livro foi uma das ferramentas que fez parte do espetáculo, tendo um quadro de cerca de 15min (quinze minutos) dedicado a ele.

Nesse espetáculo, a maioria dos elementos que vamos ver durante a terceira aula do curso de contação de história, já estava presente e foi sendo aperfeiçoada e complementada ao longo da minha trajetória teatral.

Assim, ao decorrer dos anos, a experimentação de recursos e técnicas me levou a construção de diversas formas de encenação. As principais foram:

A escolha de uma técnica em específico, advém, sobretudo, do perfil do próprio contador e de como constrói seu plano de contação de histórias. Vários contadores usarão técnicas e abordagens diferentes para um mesmo enredo. Uma história parecerá completamente diferente sendo contada por um ator diferente. Essa é uma das características da contação de histórias e o que, em parte, a diferencia da narração puramente oral.

Compartilhando as técnicas em cursos e oficinas

Desenvolvi em meu curso de contação de histórias atividades e vivências que envolvem as três primeiras categorias, haja vista que as aplicações terapêuticas são extensas e demandariam um estudo a parte, além de conhecimento de psicoterapia. Ainda, a aplicação da narrativa de histórias, que é o objetivo do presente material, é voltada para a apresentação cênica e abordagens educativas.


Quer saber como contar histórias? No artigo “Contação de História” tem 5 passos para começar a narrar sua história, além de mais 12 dicas incríveis.


O Artigo acima faz parte integral do “Curso de Contação de Histórias” da Cia ArtePalco. Não pode ser reproduzido, copiado, ou utilizado sem prévia autorização.

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