Como contar história infantil

como contar história infantil de forma divertida

Segue abaixo um passo a passo para de como contar história infantil indicado mesmo para pessoas que nunca narraram ou contaram histórias para crianças antes:

1: Conheça seu público-alvo

  • Descubra a faixa etária da criança;
  • Pesquise os interesses e preferências das crianças da idade em questão;
  • Saiba quais valores são importantes para as crianças nessa faixa etária.

2: Escolha uma história adequada

  • Selecione uma história com tema apropriado para a faixa etária da criança
  • Certifique-se de que a história tenha uma mensagem ou moral positiva
  • Verifique se a história é do tamanho certo para a atenção e compreensão da criança

3: Pratique a leitura da história

  • Leia a história em voz alta várias vezes antes de contá-la para a criança
  • Pratique entonação, pausas e expressão facial para tornar a história mais interessante e cativante

4: Use recursos visuais e sensoriais

  • Utilize objetos ou ilustrações para ajudar a contar a história
  • Incentive a criança a tocar, sentir, cheirar ou interagir com elementos da história

5: Envolva a criança na história

  • Faça perguntas à criança para mantê-la engajada na história
  • Peça para a criança fazer sons ou ações que complementem a história

6: Use técnicas de narração

  • Varie a voz e a entonação para representar diferentes personagens e emoções
  • Use pausas para criar suspense ou para permitir que a criança processe informações

7: Tenha empatia e paciência

  • Entenda que cada criança é única e pode ter necessidades diferentes
  • Dê tempo para que a criança processe a história e faça perguntas

Para uma melhor visualização, segue abaixo uma tabela com as técnicas de narração e exemplos de recursos visuais e sensoriais:

Técnica de narraçãoExemplos de recursos visuais e sensoriais
Variação da voz e entonaçãoUtilização de vozes diferentes para cada personagem da história
PausasUtilização de pausas para enfatizar pontos importantes da história
Utilização de objetosUtilização de objetos físicos para ajudar a contar a história
Utilização de ilustraçõesUtilização de livros ilustrados para ajudar a contar a história
Utilização de cheiros e saboresUtilização de comidas ou aromas para ajudar a criar uma atmosfera na história

O que devo saber sobre como contar histórias de forma divertida para crianças?

Contar histórias para crianças é uma arte que tem encantado pessoas ao longo dos séculos. É uma forma de estimular a imaginação, a criatividade e de criar um vínculo afetivo com os pequenos. Mas se você nunca contou uma história antes, pode parecer um pouco intimidador. Não se preocupe, com algumas dicas simples, você pode se tornar um excelente contador de histórias.

A primeira coisa a fazer é escolher uma história que seja apropriada para a idade da criança. Verifique a faixa etária recomendada na capa do livro ou faça uma pesquisa online. Histórias muito complexas podem confundir as crianças, enquanto histórias muito simples podem deixá-las entediadas.

Depois de escolher a história, é hora de praticar a narração. Leia a história em voz alta algumas vezes para que você possa se familiarizar com a trama e com os personagens. Tente criar vozes diferentes para cada personagem e use gestos e expressões faciais para tornar a história mais envolvente.

Outra dica importante é saber onde parar. As crianças adoram suspense, então tente terminar cada sessão de leitura em um ponto em que a história deixe uma sensação de curiosidade. Dessa forma, você cria expectativa para a próxima sessão e mantém a atenção das crianças.

Não tenha medo de improvisar. Se você não conseguir lembrar de algum detalhe da história, invente algo que seja coerente com a trama. Lembre-se de que você é o narrador e pode acrescentar alguns elementos que tornem a história ainda mais interessante.

Por fim, não se esqueça da importância da entonação. Use pausas, enfatize palavras-chave e crie um clima com a sua voz. Se você estiver entusiasmado com a história, as crianças também ficarão.

Organizando a forma de contar história

Aqui está uma tabela para ajudá-lo a organizar a forma de contar as suas histórias:

EtapaDescrição
Escolha da históriaEscolha uma história apropriada para a idade da criança
Prática da narraçãoLeia a história em voz alta algumas vezes para se familiarizar com a trama e os personagens
Criação de vozesUse vozes diferentes para cada personagem
Gestos e expressões faciaisUse gestos e expressões faciais para tornar a história mais envolvente
Saber onde pararTermine cada sessão de leitura em um ponto de suspense
ImprovisaçãoNão tenha medo de improvisar e adicionar elementos à história
EntonaçãoUse pausas, enfatize palavras-chave e crie um clima com a sua voz

Com essas dicas simples, você estará pronto para contar histórias para crianças de todas as idades. Lembre-se de que a imaginação é o limite e divirta-se contando histórias para os pequenos.

A arte de contar histórias infantis

Agora que você já tem uma visão geral de como contar história infantil, conheça um pouco mais sobre essa arte milenar. Há muito tempo, antes mesmo da invenção da escrita, as histórias eram transmitidas de forma oral. E essa tradição de se contar histórias continua até hoje, principalmente quando falamos de histórias infantis. De acordo com o renomado psicólogo Bruno Bettelheim, em seu livro “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, as histórias têm um papel fundamental no desenvolvimento psicológico das crianças, ajudando-as a compreender o mundo e lidar com medos e angústias.

E não é só isso! Vladimir Propp, um dos maiores estudiosos de narrativas, afirma que a narrativa infantil é composta por elementos universais e estruturais, como o herói, o antagonista e a resolução do conflito. Ou seja, as histórias infantis não só são importantes para o desenvolvimento emocional da criança, mas também para o seu desenvolvimento cognitivo.

E como podemos utilizar essa ferramenta maravilhosa que são as histórias na Educação Infantil? Segundo a educadora e escritora Ana Maria Machado, é possível construir valores e cidadania, estimular a criatividade e a imaginação, além de promover a interação entre crianças e adultos. Para isso, é fundamental que o contador de histórias seja criativo e utilize recursos lúdicos, como fantoches, música e caracterização.

A tradição de contar história é milenar

A arte de contar histórias é uma tradição que remonta às sociedades antigas, em que o conhecimento era transmitido oralmente. Com o passar do tempo, a técnica se aprimorou e se tornou uma forma de entretenimento e educação. E hoje em dia, a contação de histórias na Educação Infantil pode ser vista como uma prática que resgata essa tradição e valoriza a cultura popular.

Porém, é importante ressaltar que a contação de histórias deve ser feita de forma planejada e adequada ao público-alvo. É preciso considerar o nível de desenvolvimento das crianças, a temática abordada, o tempo de duração da história e o ambiente em que será contada. Dessa forma, é possível proporcionar momentos mágicos e de aprendizagem significativa para as crianças.

Origens da oralidade

Era uma vez, em tempos muito antigos, que os contadores de histórias eram os mestres das palavras. Eles sabiam como narrar suas experiências e conhecimentos que passavam de geração em geração, através da oralidade. As histórias eram contadas durante o trabalho, nas cozinhas, embaixo das árvores e em volta das lareiras. À noite, antes de dormir, os pais e avós contavam histórias aos seus filhos e netos.

As lendas eram transmitidas de pais para filhos, guardando as palavras dos antepassados por muito tempo. Era uma maneira de manter viva a cultura e a tradição de cada sociedade. As histórias eram contadas como uma conversa, um passatempo entre familiares e amigos, uma forma de passar informações através do tempo.

Como dizia Busatto (2006), “Os brancos desenham suas palavras porque seu pensamento é cheio de esquecimentos. Nós guardamos as palavras dos nossos antepassados dentro de nós há muito tempo, e continuamos passando-as para os nossos filhos… são elas que nos fazem ver e conhecer as coisas de longe, as coisas dos antigos. É o nosso estudo, o que nos ensina a sonhar.”

Com o passar do tempo, a literatura infantil foi se desenvolvendo no Brasil, principalmente através da obra de Monteiro Lobato. Ele é considerado o precursor da renovação do gênero infantil na literatura brasileira, inaugurando um novo período na história da literatura infantil no país.

A produção literária brasileira para se contar histórias

A produção literária infantil brasileira evoluiu muito desde então, com o aparecimento de novos autores que refletiram as tendências estilísticas da época, desenvolvendo uma história do gênero dentro de um novo estilo. Autores como Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga Nunes, Ziraldo, João Carlos Marinho, Luís Camargo e Ricardo Azevedo, entre outros, também contribuíram para o desenvolvimento da literatura infantojuvenil.

E assim, a tradição de contar histórias continua até hoje e diversos atores e artistas populares desenvolvem suas próprias técnicas de coo contar história infantil e para outros públicos. A literatura infantil é uma maneira de desenvolver a imaginação das crianças, permitindo que elas vivam experiências em outros mundos e estimulando seu desenvolvimento integral através do lúdico, das brincadeiras, das canções, das imagens e dos jogos. As histórias e contos antigos ainda têm lugar no universo infantil, mostrando que a tradição de contar histórias nunca morre.

Recursos para contar histórias

Contar histórias é uma arte que pode ser aprimorada e encantadora, principalmente para crianças. Antes de pensar em recursos audiovisuais e ilustrativos, é importante reconhecer que o melhor recurso que um contador de histórias tem à disposição é ele mesmo, sua personalidade, jeito de falar, gestos e expressões faciais. É fundamental que o narrador conheça a realidade de sua turma antes de contar uma história e que os educadores e pais sejam conscientes da importância de estimular a imaginação e emoções das crianças por meio de histórias e livros.

Para despertar o interesse dos pequenos, o contador de histórias deve utilizar recursos dinâmicos e lúdicos, que podem ser fáceis de produzir, como fantoches, palitoches, aventais de histórias, caixas de histórias e outros objetos e materiais que chamem a atenção dos alunos. É importante também utilizar os espaços em sala de aula e na escola para realizar a contação de histórias e fazer dinâmicas e atividades diferenciadas para chamar a atenção dos alunos.

Além disso, o contador deve se familiarizar com as histórias e contos antes de contá-los para as crianças, para que consiga encantá-las e despertar a imaginação. É possível também aproveitar os recursos de uma simples história, como os sons e os movimentos dos personagens, para tornar a experiência mais interativa e divertida para as crianças.

A contação de histórias é um momento de fantasia e êxtase, que deve ser conduzido com calma, sensibilidade e com o uso de recursos dinâmicos e lúdicos para garantir o envolvimento e o encantamento das crianças. É importante que o contador de histórias esteja presente e comprometido, pois é ele quem dá o equilíbrio do que a criança ouve e o que ela sente, e é capaz de transmitir afeto, experiência de vida e identificação entre o narrador e o conto narrado.

Por que contar histórias Infantis?

Eu, como contador de histórias, posso afirmar que as histórias e contos de fadas são extremamente importantes para a educação infantil. As crianças aprendem a enfrentar a vida de uma forma lúdica e simples, pois dentro destas sempre está um problema ou drama a ser resolvido, mas as crianças não percebem isso com tanta gravidade. Muitas vezes, elas até se colocam no lugar dos personagens das histórias, vivenciando o que acontece neles. Segundo Carvalho (2010, p. 26), “a contação de uma história deve ser um momento de fantasia e êxtase”. A criança deve sentir que está encontrando um novo caminho. Algo que lhe ofereça uma possibilidade de ver a vida sob um novo prisma.

Além de distrair e dinamizar as atividades com as crianças, as histórias e contos de fadas ajudam na educação desses sujeitos, trabalhando o respeito mútuo, cooperação, relação social e interação, auxiliando na construção do conhecimento da criança na Educação Infantil.

A oralidade como troca cultural

Quando ouvimos histórias, enriquecemos ainda mais nossos exemplos de experiências, além de nos sentirmos integrados ao meio social onde notamos que não estamos sozinhos. O fato de encontrar histórias baseadas em conflitos e realidades como a nossa, nos tira a ideia de isolamento, pois essas histórias apresentam um exemplo de resolução que nos desperta vontade de buscar por outros tipos de resolução, como debates, conversas e trocas no geral.

A história cria um ambiente seguro de troca, sem exposição direta, que permite, se assim for criada a atmosfera, debater, compartilhar pontos de vista e questionar novas vivências. Entrando no mundo mágico que a contação de histórias proporciona, a criança amplia seu vocabulário conhecendo novas palavras, trabalhando em novos significados, conhecendo novas maneiras de se posicionar e usar as palavras e contextos. Segundo Abramovich (2006, p. 18), “contar histórias é uma arte… E tão linda! É ela que equilibra o que é ouvido com o que é sentido, e por não e nem remotamente declamação ou teatro… Ela é o uso simples e harmônico da voz. Daí que quando se vai ler uma história – seja qual for- para a criança, não se pode fazer isso de qualquer jeito, pegando o primeiro livro que se vê na estante”.

Ouvir história como processo de formação educacional

Ouvir histórias provoca nos alunos emoções como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranquilidade, entre outras; isso é muito bom para estimular o imaginário e até fazer com que a criança crie ou conte suas próprias histórias. A criança (até mesmo o adulto) deverá sentir, naquele instante, que está encontrando um novo caminho. Algo que lhe ofereça uma possibilidade de ver a vida sob um novo prisma”.

Devemos contar histórias para as crianças desde bebês, ou até mesmo antes do nascimento, contar histórias é um ato de

e que nem todas as pessoas são confiáveis. Já a história dos Três Porquinhos ensina a importância do trabalho árduo e da persistência para alcançar os objetivos, além de mostrar a necessidade de se preparar para enfrentar os desafios da vida.

Além disso, as histórias e contos de fadas também são uma forma de transmitir valores e ensinamentos morais às crianças, de forma que elas possam compreender conceitos abstratos como a justiça, a solidariedade, a honestidade e a empatia. Por exemplo, a história do Patinho Feio ensina sobre a importância da aceitação das diferenças e da autoestima, enquanto a história da Cinderela ensina sobre a importância da bondade e da humildade.

Conclusão

Por fim, é importante destacar que as histórias e contos de fadas são uma forma de preservar a cultura e a tradição de um povo, transmitindo de geração em geração os valores e ensinamentos que fizeram parte da história de um determinado grupo social. Por isso, contar histórias para as crianças desde cedo é uma forma de garantir que esses valores e tradições sejam preservados e transmitidos para as futuras gerações. Como disse o escritor Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”. E, sem dúvida, as histórias e contos de fadas têm um papel fundamental na formação desses homens e mulheres do futuro.

Citações sobre como contar história infantil e sua importância

  • “As histórias nos ajudam a nos tornar mais conscientes do mundo e, ao mesmo tempo, nos ajudam a lidar com nossas vidas de uma maneira mais criativa e inteligente.” – MURRAY, Janet. Hamlet no Holodeck: O Futuro da Narrativa no Ciberespaço.
  • “A narrativa é uma ferramenta importante na construção do conhecimento, comunicação, transmissão de cultura e valores.” – SANTOS, Júlio César dos. Contar histórias: uma arte esquecida.
  • “As histórias são importantes porque nos conectam com outras pessoas, nos ajudam a entender o mundo e a nos entendermos.” – COELHO, Paulo. O alquimista.
  • “A arte de contar histórias é tão antiga quanto a própria humanidade e tem sido uma das principais formas de comunicação e transmissão de conhecimento e valores.” – GARCIA, Regina Lúcia Sucupira. A arte de contar histórias.
  • “Contar histórias é uma das mais antigas formas de comunicação humana e continua sendo uma das mais poderosas.” – MORGAN, Michael G. Aprenda a contar histórias.
  • “A narrativa é uma forma essencial de aprender, ensinar e compreender o mundo que nos cerca.” – FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia.

Bibliografia

  1. Contadores de Histórias: Uma Arte sem Idade, de Terezinha Éboli – o livro apresenta uma série de entrevistas com contadores de histórias de diferentes regiões do Brasil, além de trazer reflexões sobre a importância da oralidade na nossa cultura.
  2. Narrando com Arte, de Lucia Helena Penna Franca – o livro é voltado para educadores e apresenta técnicas e atividades para estimular a criatividade e o gosto pela leitura e escrita por meio da narração de histórias.
  3. O Poder da Narração de Histórias, de Denise Guilherme – a autora explora a relação entre a narração de histórias e o desenvolvimento humano, trazendo exemplos de como a prática pode ser aplicada em diferentes contextos, como no ambiente corporativo.
  4. A Arte de Contar Histórias, de Rubem Alves – o livro é um clássico da literatura brasileira e apresenta uma série de contos e reflexões sobre a importância da imaginação e da fantasia.
  5. Contar Histórias: Uma Arte Sem Idade, de Regina Machado – a autora é uma das principais referências em contação de histórias no Brasil e neste livro apresenta uma série de histórias e dicas para quem quer se aventurar no mundo da contação.
  6. Vozes que Contam: A Arte de Contar Histórias, de Carmen Lucia Campos – o livro traz uma série de entrevistas com contadores de histórias de diferentes partes do mundo, apresentando diferentes abordagens e técnicas utilizadas na prática.
  7. The Hero with a Thousand Faces” de Joseph Campbell
  8. “The Anatomy of Story: 22 Steps to Becoming a Master Storyteller” de John Truby
  9. “The Writer’s Journey: Mythic Structure for Writers” de Christopher Vogler
  10. “Story: Substance, Structure, Style, and the Principles of Screenwriting” de Robert McKee
  11. “The Power of Story: Rewrite Your Destiny in Business and in Life” de Jim Loehr
  12. “Storytelling with Data: A Data Visualization Guide for Business Professionals” de Cole Nussbaumer Knaflic
  13. “Contagious: Why Things Catch On” de Jonah Berger
  14. “Made to Stick: Why Some Ideas Survive and Others Die” de Chip Heath e Dan Heath
  15. “Storynomics: Story-Driven Marketing in the Post-Advertising World” de Robert McKee e Tom Gerace