A história chegou ao fim. E agora? Muitos narradores utilizam frases tradicionais ou rimas decoradas para marcar esse momento. Certamente, essa é uma técnica clássica que ajuda a plateia a fechar o ciclo da imaginação.
Frases Criativas para Finalizar Contação de Histórias
As crianças reconhecem imediatamente o encerramento de uma contação de histórias quando o contador utiliza fórmulas consagradas. Por exemplo, você pode adotar frases como estas:
- “Colorin, colorado, esse conto está terminado…”
- “Entrou por uma porta e saiu pela outra; quem quiser que conte outra!”
- “E quem me contou foi Dona Teresa… Aumentei um ponto, mas a história era a mesma!”
- “Acabou a história! Quando vier me encontrar, eu volto a recontar.”
- “Já dizia Dom Serafim: essa história chegou ao fim.”
- “Tiririm, tiririm… e a historinha chegou ao fim!”
De fato, a grande vantagem de terminar assim, especialmente com os menores, é a clareza. A plateia identifica o fechamento sem hesitação. Embora eu utilize pouco esse recurso em espetáculos teatrais, ele funciona perfeitamente em projetos de mediação de leitura e narrações lidas.
Por que o Fechamento é Essencial?
Nem sempre o público percebe o desenlace de forma natural. Frequentemente, as crianças ficam aguardando algo mais, especialmente se não conhecem o conto. Como resultado de um fim mal sinalizado, a plateia pode não esboçar reação ou esquecer de aplaudir.
Portanto, o uso dessas frases oferece uma finalização confortável para o contador. No entanto, você pode ir além e criar desenlaces personalizados que combinem com seu estilo ou com o personagem. Abaixo, listo as formas mais tradicionais de criar esse impacto:
- Música temática: Cante um trecho que resuma a jornada.
- Coreografia: Crie um movimento que a plateia possa imitar.
- Coro interativo: Use frases repetidas para envolver as crianças.
- Despedida dos personagens: Deixe que os bonecos ou adereços deem adeus.
Costurando o Final com o Enredo
Além disso, você pode conectar o fechamento a elementos da própria história. Se o conto menciona um rio, então termine com uma cantiga sobre águas. Se o protagonista for um animal, brinque com sons e movimentos típicos dele. Dessa forma, você constrói uma experiência lúdica que dispersa a atenção de forma organizada enquanto sinaliza o fim.
Relato de Experiência: O Boi de Brincadeira
Legenda: Onde a técnica encontra a necessidade do improviso.Certa vez, apresentei o espetáculo “Boi de Brincadeira” em uma biblioteca do SENAC. Devido a um atraso no transporte, parte da turma chegou quando já havíamos iniciado a narração há 20 minutos.
Para resolver o problema, mudei o final planejado. Marquei um ritmo cadenciado no tambor e fiz um “break” proposital. Em seguida, recontei a história de forma sintética e monocórdica, inspirada no distanciamento de Bertolt Brecht. No encerramento, o tambor silenciou e eu puxei um “salve o boi encantado!”, ao qual as crianças respondiam com entusiasmo.
Graças a essa estratégia, os alunos atrasados compreenderam todo o enredo e os que já estavam lá ganharam um desfecho inédito. Em suma, o improviso técnico garantiu o sucesso da ação.
Finalmente, se você quer aprofundar seus estudos, confira as citações sobre contação de histórias dos grandes autores.
Aviso Legal: Este artigo integra o Curso de Contação de Histórias da Cia ArtePalco. A reprodução ou cópia sem autorização prévia é proibida.
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