Histórias que Curam

As histórias que curam as pessoas e o mundo em que existimos são aquelas que contam algo sobre quem somos, o que sentimos, nossos sonhos, traumas e relações. Quando falamos, a palavra é um ato de criação, de aglomeração de energias poderosas que busca a compreensão do universo interior pela descoberta do sentido do mundo a nossa volta.

A Importância de se contar histórias

Histórias que Curam

Antigamente, costumava-se dizer que, para cada enfermidade existente, havia uma planta com poder de cura. Hoje em dia, a ciência já comprovou e reconheceu que a maioria dos medicamentos para as doenças existentes virá de ervas, plantas e árvores da flora do nosso planeta. Poderíamos dizer que, similarmente, os contos populares guardam uma estreita relação com cada sentimento e desejo saudável do ser humano.

Os verdadeiros contos populares retratam toda a evolução humana em histórias e imagens simbólicas que, para nós adultos, é de difícil compreensão, mas que para as crianças, que ainda se encontram no mundo espiritual das coisas, são claras e elucidadoras e possibilitam a cura. Através dos contos, podemos chegar até as profundezas das crianças e estimular forças poderosas de crescimento e de compreensão, de fantasia e de esperança pelo mundo e pelo homem. São estas forças que darão coragem, amor e verdade a caminho do “ser”.

“Contar uma história, cantar e brincar é um ato de amor e solidariedade que podemos oferecer as crianças”

JR Santos

Assim, quando escolhemos uma história para contar a uma criança, estaremos pondo em movimento energias e símbolos que irão transformar sua maneira de sentir e perceber o mundo. E o recontar similarmente é a dose homeopática dessa energia fortalecendo o olhar, o ouvir e a vivência espiritual dos olhinhos e ouvidos ávidos por histórias. A palavra é criadora da vontade e da fé. A repetição é o mantra, a primeira oração que as crianças conhecem e pala qual aprendem. A variedade dos contos não é tão importante, mas a constância, a repetição, o momento dedicado a narrativa, ao estar junto. Assim, criar o hábito, tanto no contar quanto no ouvir, deve ser buscado constantemente, seja de forma simples, no dia a dia, de forma corriqueira e espontaneamente, quando em momentos planejados, com recursos e técnicas da oralidade.

Quando adultos, essa energia gerada dos contos, das músicas, nas brincadeiras, da comunhão que surege naturalmente entre o agente contador de histórias e o ouvinte fornecerá os recursos para vencer desafios, enfrentar problemas e sublimar sentimentos. Contar uma história, cantar e brincar é um ato de amor e solidariedade que podemos oferecer as crianças, é a ponte que nos liga ao seu espírito…

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