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DICAS E TÉCNICAS

Como contar histórias infantis

um pequeno manual para contadores de histórias

Público: pais, educadores, atores, reecreadores e interessados e geral
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  • Repetir a história faz bem para as crianças? R.: Sim. Principalmente as crianças pequenas, até os seis anos, precisam e solicitam que recontemos as mesmas histórias repetidas vezes. Se assim fazemos, fortalecemos as imagens e mensagens das histórias e criamos uma segurança linguistica e afetiva com os pequenos. Além disso, o vocabulário infantil está sempre aumentando. Cada vez que contamos a mesma história, ela será ouvida, compreendida e vivenciada de forma diferente a cada nova repetição. Voltar
  • Qual a duração ideal de uma história? R.: Dependerá do número de crianças, da faixa etária e da técnica escolhida para a contação. Geralmente, as crianças mantém o mesmo tempo de concentração que possuem para outras atividades similares, tais como: brincar com objetos; folhear revistas em quadrinhos; brincar de pega-pega... Observe quanto tempo, em média, elas ficam numa mesma atividade sem desviar a atenção e programe sua contação com a mesma duração. Voltar
  • Trocar, ou adaptar cenas/acontecimentos de histórias conhecidas é aconselhável? R.: Apesar de ser um tema com opiniões diversas, acredito que sim, de acordo com a faixa etária, pois, as crianças muito pequenas podem se traumatizar ao descobrir que coisas terriveis podem acontecer com os personagens e fazem, muitas vezes, silogismo com a vida real, ou seja, se a mãe da menina da história morreu, ela fica com medo de sua mãe também morrer. Ora, dependendo da idade, isso pode ser traumático. Já as crianças maiores já sabem e conhecem vários fatos e naturezas da vida humana e não se importam, ou se traumatizam com alguns fatos ocorridos na história que, muitas vezes, são iguais, ou até mesmo mais suaves do que já vivenciou com a sua família. Voltar
  • Fantasia e maquiagem ajudam a contar histórias? R.: Dependerá da sua proposta e da faixa etária para a qual você irá contar a história. Podemos contar brilhantemente histórias sem maquiagem, figurino, ou outro apoio. Mas, dependendo da idade das crianças, tais recuros criam uma magia, ou realismo que dotam o contador com a qualidade visual que o personagem da história necessita. As crianças muito pequenas podem se assustar. Então, o bom senso será a melhor conselheira neste momento.
  • Mostrar, ou não mostrar as ilustrações nos livros? R.: Na maioria das vezes é difícil não mostrar. Se você escolheu contar história com o livro, estabeleça, desde o início, as regras. Ou você mostra antes, durante, ou depois, mas deixe isso bem claro. Mostrar, ou não, dependerá mais da sua proposta pedagógica, ou artística. Voltar
  • Como contar história para crianças hiperativas? R.: Fazê-las se aquietar, ou chamar a sua atenção e conseguir que se concentrem na história não é tarefa fácil. Podemos lançar mão de dinâmicas, brincadeiras e músicas cumulativas para introduzir a história e colocar elementos que elas tenham interesse. Logicamente, nem toda a criança é igual a outra e os interesses mudam. Assim, conhecer seu grupo é importante. Uma boa maneira é deixar a história cheia de altos e baixos e solicitar, ora, ou outra, a ajuda e participação das crianças. Voltar
  • Histórias de terror antes de dormir atrapalham o sono? R.: Qualquer mãe irá saber a resposta dessa pergunta, sim. Mesmo adultos e adolescentes quando assistem a filmes, ou reportagens com cenas fortes no final da noite se acometem de pesadelos, ou dificuldades para dormir, quem dirá os pequenos. Por isso mesmo, as histórias para dormir devem ser mais tranquilas, até mesmo extensas, para estimular o sono. Porém, é saudável contar estas histórias no iníci da noite, quando se vai demorar ainda pra se dormir, dando tempo pra outras brincadeiras e dominar os possíveis receios e medos estimulados na história Voltar
  • As histórias ajudam no comportamento das crianças? R.: Certamente. quanto menores as crianças, menos experiências sociais e conhecimentos ela possui. A história ajuda na descoberta de atitudes e ações, dando exemplos de possíveis consequencias (boas, ou ruis) de cada ato que os personagens fazem. Mesmo sem explicações, ou admoestações, elas percebem as escolhas de cada personagem e, paulatinamente, discernem o "certo" do "errado", ou fortalecem qualidades como: força de vontade, determinação, compaixão, entre outros sentimentos Voltar
  • Posso conta mais de uma história numa mesma aividade?R.: Sim. Não há regras para contar histórias. Tudo dependerá da atividade, do tempo disponível para a contação e quantas crianças estarão assitindo. Quando maior o número de histórias que pretendemos contar, mais curta e coesa e dinãmica devem ser, para prender a atenção das crianças durante todo o tempo. Voltar
  • O termo 'Contaçao de histórias' existe?R.: Não gramaticalmente. O termo é uma expressão relativamente recente, livremente traduzida e adaptada de países de língua castelhana "cuentacuentos", que pode significar tanto o ato de se contar histórias, quanto o próprio contador. Na língua inglesa, temos o termo "Storytelling", que é o ato, ou capacidade de se narrar um fato, ou história, de improviso, ou planejadamente, usando diversos tipos de recursos, ou um apenas. Os termos que se encontram fora do uso oficinal da língua, mesmo que nela não encontrem referência nos dicionários e acordos ortográficos, sim, fazem parte da nossa língua, desde que não seja um erro ortográfico, ou de construção verbal... Voltar