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Como trabalhar a Contação de Histórias na Educação Infantil: Guia para o Professor Contador

A contação de histórias na educação infantil não é apenas um momento de entretenimento; é o território onde a palavra ganha corpo e a imaginação da criança cria raízes. Quando decidimos contar histórias na educação infantil, estamos, na verdade, abrindo portais de letramento afetivo e desenvolvimento cognitivo. Para o professor, assumir o papel de contador de história para educação infantil é transformar a sala de aula em um palco de descobertas inesquecíveis.

O Papel do Professor como Contador de História para Educação Infantil

Muitas vezes, o educador se pergunta se precisa ser um ator para narrar histórias na sala de aula. A resposta, baseada nos meus 40 anos de estrada com a Cia Artepalco, é simples: você precisa de presença. Ser um contador de história para educação infantil exige menos “pirotecnia” e mais escuta. O foco não é apenas o livro, mas o vínculo que se cria entre quem conta e quem ouve.

Por que Contar Histórias na Educação Infantil segundo a BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) destaca campos de experiência que são plenamente atendidos pela contação de histórias. Ao narrar, trabalhamos:

  • Escuta, fala, pensamento e imaginação: Onde a criança amplia seu repertório vocabular.
  • O eu, o outro e o nós: Através de dilemas dos personagens que ensinam empatia.
  • Traços, sons, cores e formas: Quando o contador utiliza objetos e ludicidade.

Técnicas para Narrar Histórias na Sala de Aula com Sucesso

Para que a contação de histórias na educação infantil seja potente, o educador pode lançar mão de recursos que utilizo em meus espetáculos:

  • Afinando a plateia: Antes de começar, crie um ritual (uma música ou um gesto) que sinalize que o momento mágico chegou.
  • O uso de objetos cotidianos: Um simples tecido pode virar um mar revolto ou uma capa de super-herói. Na sala de aula, o objeto é a extensão da sua voz.
  • A voz como instrumento: Não tenha medo de brincar com graves e agudos. O contador de história para educação infantil usa o ritmo para manter o foco dos pequenos.

a importância de contar histórias na educação infantil

Técnica ou RecursoPúblico-Alvo / Faixa EtáriaObjetivos PedagógicosDicas de UsoCampos BNCC
Afinação da PlateiaEducação InfantilOrganizar o foco e harmonizar sentimentos.Uso de música introdutória ou rituais.Escuta, fala, pensamento e imaginação.
Fantoches (Contoches)0 a 6+ anosSocialização e mediação de conflitos.Sincronia entre fala e boca; contato visual.O eu, o outro e o nós.
Objetos FigurativosEducação InfantilDesenvolvimento da imaginação e simbolismo.O objeto assume forma próxima à realidade física.Traços, sons, cores e formas.
Objetos Não-FigurativosInfantil e FundamentalEstimular abstração e criatividade subjetiva.Focar no movimento e tipo de voz empregada.Escuta, fala, pensamento e imaginação.
Inclusão (TEA)Crianças com TEALinguagem e processamento emocional via ecolalia.Pausas estratégicas e repetições constantes.Corpo, gestos e movimentos.

Fonte: Baseado em metodologias da Cia Artepalco e diretrizes da BNCC.

A Importância da Contação de Histórias para o Letramento

Muitas vezes, a primeira relação da criança com o mundo das letras vem da oralidade. Ao contar histórias na educação infantil, você apresenta a estrutura narrativa — começo, meio e fim — antes mesmo de a criança saber escrever. Isso cria uma base sólida para a futura alfabetização, pois a criança passa a desejar o livro que o seu contador de histórias tanto ama.

Recursos Lúdicos: Do Fantoche ao Livro Físico

Em meus artigos sobre contagem com fantoches, sempre reforço: o recurso nunca deve ser maior que a história. Na educação infantil, o fantoche de luva ou o livro bem ilustrado servem como pontes visuais que ajudam a manter a atenção, mas é a sua intenção ao narrar histórias na sala de aula que realmente faz a mágica acontecer.


Formação Continuada: O Professor Contador

Deseja levar a contação de histórias na educação infantil para outro nível na sua escola? Minha formação para grupos pedagógicos foca justamente em capacitar o professor para ser esse agente transformador.

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Este conteúdo é parte do acervo técnico da Cia Artepalco, fruto de décadas de vivência prática em escolas e teatros.

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